Saúde Sexual – mais do que necessidade biológica

Desde 2008, por sugestão de uma marca de preservativos interessada em aumentar suas vendas, convencionou-se chamar o 6 de setembro de Dia do Sexo, também uma espécie de brincadeira com a data (6/9), por lembrar a posição sexual batizada de ’69′. Mas, brincadeiras à parte, sexo, mais do que prazer carnal e necessidade biológica, é saúde.

Na definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde sexual é “um estado físico, emocional, mental e social de bem-estar, não apenas a ausência de doenças ou disfunções. A saúde sexual inclui uma vivência positiva e respeitosa da sexualidade e das relações sexuais, assim como a possibilidade de ter experiência sexuais prazerosas, livres de coerção, discriminação e violência”.

Para que a saúde sexual seja obtida e mantida, diz a OMS, “os direitos sexuais de uma pessoa devem ser respeitados, protegidos e satisfeitos”. O tema ganha mais força com a criação, a partir de 2010, do Dia Mundial da Saúde Sexual, lembrado no último domingo, 4 de setembro. A data foi criada pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (World Association for Sexual Health – WAS) e já é celebrada em 35 países, incluindo o Brasil, com objetivo de ampliar a consciência social sobre a saúde sexual.

“Quem não tem prazer corporal se torna chato, frustrado, rancoroso, odioso e depressivo. Perde o poder criativo e essa perda se torna autodestrutiva, pois o pensamento fica distorcido”, afirma a a multiterapeuta e sexóloga Telma Lobato. Em busca de curar suas compulsões, vícios e inseguranças sexuais, Telma conheceu e se aprofundou nos conceitos do tantra, filosofia comportamental hindu antiga, de características matriarcais, sensoriais, naturais, que tem por objetivo o desenvolvimento integral do ser humano nos seus aspectos físico, mental e espiritual.

Telma garante que ao entender o que é a auto afetividade, a importância de se amar, amar seu corpo e tudo o que ele representa, ela passou a encontrar no tantra a cura de traumas de infância e aprendeu a se relacionar melhor consigo mesma e, consequentemente, com as outras pessoas. ”Para o tantra, sexo é divino, é conexão espiritual, é sagrado. O prazer é a força criativa da vida e não pode ser controlado, pois nele está o significado da nossa existência. Contudo, em nossa cultura, muitas pessoas ainda o temem e o rejeitam”, ressalta.

Terapia tântrica: a cura através do prazer

Segundo Telma, o prazer dá origem a todos os bons sentimentos e pensamentos, e a terapia tântrica e holística resulta no desbloqueio e na cura através do prazer, atuando no tratamento de diversos distúrbios. O tratamento pretende fazer com que as pessoas descubram e entrem em contato com suas fontes de prazer, dando liberdade ao corpo, à mente e às emoções.

“Permitir-se sentir, estar presente, inteiro, ser merecedor de toda felicidade e de todo prazer, abre as portas dos sentidos, positivamente, e desenvolve a plena consciência de que o corpo é fonte inesgotável de prazer, e o prazer desenvolve a mente criativa e feliz”, ressalta.

O tratamento com o tantra busca incentivar o conhecimento do corpo e das várias formas de prazer, através de relaxamento, meditação, pompoarismo e massagem tântrica. Ela garante que é possível curar ou tratar traumas, rever e minimizar medos, depressão, e proporcionar mais qualidade nas relações.

Especialista em tantra e educação sexual holística, ela afirma que homens e mulheres devem ir para o sexo completamente despidos. ”Despidos de máscaras, títulos, egos, performances e mentiras. Devem ir para o sexo com tesão, primeiro por si mesmos. Entregues, em primeiro lugar a si mesmos, e depois ao outro. Lembrando que o corpo de cada um é um brinquedo e que cada qual brinca com o seu brinquedo e com o brinquedo do outro”, sugere a sexóloga.

Mais sobre a filosofia tântrica

“Tantra” é um termo sânscrito que significa “uso, trama”. Designava uma série de tratados indianos do século VII em diante sobre ritual, meditação e disciplina. A palavra “tantra” é composta por duas raízes acústicas: “tan” e “tra”. “Tan” significa expansão e “Tra” libertação.

A filosofia tântrica contribui para a percepção de novos aspectos sensoriais presentes no corpo, que podem nunca terem sido desenvolvidos pela educação convencional ou por meio da convivência social. O trabalho de um terapeuta tântrico é “acordar” este potencial presente e muitas vezes escondido nas pessoas.

O objetivo da terapia tântrica é quebrar paradigmas e conceitos, e contribuir para a limpeza do corpo dos condicionamentos que ele tenha a respeito dos estímulos que recebe. Conhecimento sobre a totalidade do corpo, as formas de geração de prazer, aprender a respirar de forma a controlar ansiedade, depressão, acalmar e proporcionar prazer.

O Tantra tem uma proposta vivencial e terapêutica, por isso serão utilizados métodos e ferramentas, durante o tratamento, para que as pessoas aprendam a se relacionar bem com o próprio corpo, aprendam lidar com a nudez e com o prazer com naturalidade.

Fonte: O Dia

** Nenhum artigo ou vídeo desse site substitui orientações médicas ou profissionais.

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